Habemus papam: o habitus linguístico pontifício e a originalidade de Francisco

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DOI:

https://doi.org/10.20911/21768757v58n1e06370/2026

Resumo

Este artigo analisa os primeiros discursos proferidos pelos papas na sacada da Basílica de São Pedro após a fórmula habemus papam, momento em que se apresentam ao mundo. Com base na praxiologia de Pierre Bourdieu (2022), especialmente nas noções de campo, habitus, capital simbólico e economia das trocas linguísticas, examinam-se as alocuções inaugurais de João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV, identificando continuidades e deslocamentos. Sustenta-se que esse pronunciamento constitui um rito performativo de legitimação e de instituição do habitus linguístico pontifício. No caso de Francisco, argumenta-se que seu gesto inaugural expressa uma reconfiguração teológica da autoridade eclesial, antecipando categorias centrais de seu magistério, como misericórdia e sinodalidade. Assim, propõe-se que seu legado pode ser compreendido também pela performatividade de sua linguagem, na qual estilo e teologia se articulam no mesmo ato de fala.

Palavras-chave: Para Francisco. Discurso religioso. Bourdieu. Trocas linguísticas.

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Publicado

2026-04-27

Como Citar

MARQUIM, Gabriel Nogueira Linhares. Habemus papam: o habitus linguístico pontifício e a originalidade de Francisco. Perspectiva Teológica, [S. l.], v. 58, n. 1, p. e06370, 2026. DOI: 10.20911/21768757v58n1e06370/2026. Disponível em: https://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/perspectiva/article/view/6370. Acesso em: 9 maio. 2026.