O legado teológico do Papa Francisco: entre autodescobrimento, dialética institucional e encarnação
DOI:
https://doi.org/10.20911/21768757v58n1e06245/2026Resumo
Este artigo investiga o legado teológico do Papa Francisco a partir da articulação de três eixos: (1) o conceito de legado proposto por Marlon Reikdal, entendido como processo de autodescobrimento, compromisso e entrega ao coletivo; (2) a dialética entre preservação da tradição e urgência de reforma, analisada por João Décio Passos; e (3) o núcleo cristológico do pontificado, expresso nos temas da encarnação, kénosis, misericórdia e esperança, a partir da autobiografia Esperança e da Bula A esperança não decepciona. A pesquisa sustenta que o pontificado de Francisco constitui uma práxis teológica humanizadora, na qual a tradição é tratada como fonte viva, a realidade como lugar teológico e a misericórdia como forma concreta do amor divino. Conclui-se que o legado de Francisco é uma teologia encarnada, marcada pela proximidade, pela reforma legítima e pela centralidade do humano como lugar da revelação.
Palavras-chave: Papa Francisco. Legado. Kénosis. Encarnação. Esperança.
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