Médicos, advogados e a filosofia no Brasil oitocentista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20911/21769389v53n166p391/2026

Resumo

O artigo avalia criticamente a hipótese tradicional de que os filósofos brasileiros oitocentistas eram em sua maioria egressos do direito e dotados de todos os vícios do bacharelismo. Para tanto, é apresentado um quadro dos filósofos brasileiros oitocentistas de acordo com sua formação acadêmica. Fica claro, a partir desse quadro, que os advogados não são os representantes mais significativos da filosofia brasileira oitocentista. Mas a presença de médicos-filósofos no quadro levanta o problema de saber se os mesmos poderiam ser agrupados ao lado dos advogados, aumentando assim o conjunto de bacharéis. A discussão desse problema deixa claro que, do ponto de vista da filosofia, embora também sejam bacharéis, os médicos desempenharam papéis muito importantes e diferentes dos advogados e não podem ser equiparados aos mesmos. A discussão permite concluir que o quadro dos filósofos brasileiros oitocentistas em função de sua formação acadêmica é bem mais complexo do que o descrito pela hipótese tradicional indicada, que necessita uma revisão urgente.

Palavras-chave: Médicos oitocentistas. Advogados oitocentistas. Bacharelismo no Brasil. Filosofia brasileira oitocentista.

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Publicado

2026-08-24

Como Citar

Margutti, P. (2026). Médicos, advogados e a filosofia no Brasil oitocentista. Síntese: Revista De Filosofia, 53(166), 391. https://doi.org/10.20911/21769389v53n166p391/2026