AS FISSURAS DA TECNOLOGIA ALGORÍTMICA NA EXISTÊNCIA CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.20911/21769389v53n165p191/2026Resumo
Em que medida a lida cotidiana com os dispositivos tecnológicos e os modelos de IA define o modo de ser da existência contemporânea? Como racionalidade algorítmica. Apoiados nesta hipótese e no pensamento de Heidegger, nosso objetivo é desvendar os fundamentos ontológicos que, simultaneamente, descrevem o modo de ser da existência e da tecnologia algorítmica. A partir do conceito de existência enquanto possibilidade de ser, abertura e ser-em-direção-a-si, discutiremos como o caráter de neutralidade amalgama as modificações existenciais da mesmidade e do impessoal em um nexo ontológico, que estrutura a publicidade como determinação existencial necessária à concretização do mundo compartilhado. Em seguida, correlacionaremos a modificação existencial da publicidade e o caráter de ser da disponibilidade (modo de desencobrimento dos entes na tecnicidade) para apontarmos como ambos neutralizam os modos de ser da subjetividade e da objetividade. Através da correlação entre dessubjetividade e desobjetividade, mostraremos a conformação filosófica da tecnologia algorítmica e apontaremos as fissuras que esta desencadeia na existência contemporânea.
Palavras-chave: Existência. Fissura. Tecnologia Algorítmica. Disponibilidade. Neutralidade.








