DEPENDÊNCIA ONTOLÓGICA NA FISIOLOGIA DA ANGÚSTIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20911/21769389v53n165p65/2026

Resumo

No presente artigo, examino a relação entre ser e ente a partir da noção de dependência ontológica, adotando o marco teórico do pluralismo ontológico hermenêutico. A partir da distinção entre dependência ontológica existencial e essencial, sustento que os entes mantêm dependência essencial com as de­terminações prescritas por seus modos de ser e dependência existencial com os seus elementos componentes. Com base na distinção entre constituição e composição, analiso a relação de dependência ontológica no caso específico do condicionamento fisiológico da angústia. Segundo Heidegger, a angústia pode ser desencadeada por processos fisiológicos, mas esse fato também é condicio­nado por uma determinação essencial do Dasein. O artigo propõe que a análise das relações de composição, constituição e dependência ontológica na analítica existencial de Ser e Tempo revela uma arquitetura complexa e multidimensional. Concluo sugerindo novas linhas de investigação sobre dependências intermodais e a articulação entre fenomenologia e ciências afetivas.

Palavras-chave: Heidegger. Dependência ontológica. Constituição. Composição. Angústia.

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Publicado

2026-04-29

Como Citar

Ramos dos Reis, R. (2026). DEPENDÊNCIA ONTOLÓGICA NA FISIOLOGIA DA ANGÚSTIA. Síntese: Revista De Filosofia, 53(165), 65. https://doi.org/10.20911/21769389v53n165p65/2026