O RECADO DO MORRO E O CHAMADO DIONISÍACO

Autores

  • Patricia Lucchesi Barbosa Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia

DOI:

https://doi.org/10.20911/21769389v52n163p311/2025

Resumo

A paisagem do sertão, com suas características áridas e desafiadoras, serve de pano de fundo para a narrativa de Guimarães Rosa. Os personagens se aventuram em um território incerto, movidos pela aventura e pela esperança de encontrar respostas para as grandes questões da vida. À luz das categorias nietzschianas do apolíneo e do dionisíaco, O recado do morro pode ser comparado ao chamado dionisíaco que permite ao viajante restabelecer o laço com a natureza alheada, ao superar tanto a linearidade rígida da razão (apolínea) quanto o esfacelamento caótico do discurso (dionisíaco), por meio da função reconciliadora da arte. Neste artigo nos propomos a avaliar o sentido do recado que desafia a lógica racional, integrando elementos do mistério, do trágico e do sublime na trajetória de vida e morte no sertão. O caráter oral e enigmático do conto reforça o confronto com a lógica apolínea e aproxima a narrativa da experiência dionisíaca. Contudo, a música permite que os fragmentos desconexos dos discursos, passados de boca em boca, se integrem em uma narrativa coe¬rente que desvencilha o personagem da conspiração fatídica, retomando assim a inteligibilidade da mensagem.

Palavras-chave: Guimarães Rosa. Filosofia. Literatura. Recado do Morro. Experiência dionisíaca.

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Publicado

2025-08-19

Como Citar

Lucchesi Barbosa, P. (2025). O RECADO DO MORRO E O CHAMADO DIONISÍACO. Síntese: Revista De Filosofia, 52(163), 311. https://doi.org/10.20911/21769389v52n163p311/2025

Edição

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Artigos