FRONTEIRAS ENTRE MÍSTICA E ESTÉTICA NO SÉCULO XX: UNDERHILL, JANKÉLÉVITCH E GARCÍA BACCA
DOI:
https://doi.org/10.20911/21769389v50n158p509/2023Resumo
A mística, embora implique certa relação com o suprassensível, apresenta traços fenomenológicos comuns com a experiência sensível do belo e com a criação artística. Este artigo pretende examinar as imprecisas fronteiras entre a mística e a estética a partir de três autores do século XX, estudiosos de Plotino: Evelyn Underhill, Vladimir Jankélévitch e Juan David García Bacca. Primeiramente, será analisado o estatuto da sensibilidade, da beleza e da arte na espiritualidade de Underhill. Em seguida, será verificado de que modo o campo da inefabilidade, ressaltado ao longo da obra de Jankélévitch e, em particular, em sua estética musical, garante a aproximação entre as duas áreas. Em terceiro lugar, será investigada a confluência do caminho místico e do caminho da Beleza na leitura feita por García Bacca do itinerário, prescrito por Plotino, rumo ao Transcendente. A título de conclusão, serão destacados pontos de convergência e de divergência entre os autores.
Palavras-chave: Beleza. Arte. Inefabilidade. Transcendente. Neopla¬tonismo.