Igreja em perspectiva de mudanças

Autores

  • Jairo de Jesus Menezes
  • Sergio Esteban González Martínez

Resumo

Em tempos de Pandemia, surgiram profundas transformações nas relações humanas, viu-se, num contexto eclesial, mudanças significativas que aguçaram o entendimento quanto a relação entre a liturgia e a eclesiologia. A geração pós-pandémica que testemunhou celebrações litúrgicas online e lives doutrinais intermináveis é aquela que deve reconsiderar os conceitos a respeito da Igreja no que toca a estrutura de assembleia, contato físico, olhares e relações palpáveis sem filtro digital. Estamos diante de uma nova eclesiologia? Que sentido há a presença física nas nossas “Assembleias”? Certo, a importância da presença é inegável nas celebrações litúrgica e na vida da Igreja como um todo, mas quais “aggiornamento” necessários frutos das vivências e uma Igreja “em saída”? Tudo que a Igreja faz está condensado no “culto”, mesmo as ações sociais tendem a ter um caráter também celebrativo porque a Igreja se encontra na celebração e, de modo especial, a Celebração da Eucaristia. Grupos, projetos, atividades várias podem deixar de existir, mas a Igreja não pode não celebrar. Enunciado de grande veracidade histórica, mas que se tornou uma realidade essencial nesse tempo onde a morte delineava o marco de tensão da existência humana. Que Igreja, que liturgia?  Neste artigo, pretende-se desenvolver, num primeiro momento, a questão da essencialidade da presença nas celebrações com a questão; a noção de Igreja “povo de Deus” que sentido em tempos de pandemia? Em seguida, a noção de “Ceia do Senhor”, Santa Missa, exige a dimensão do corpo e a partilha com os irmãos e irmãs, quais os desafios para uma participação redentora nas Assembleias dominicais pós-pandêmica? E, por fim, o que fazer e como agir? Quais as implicações práticas podem ser absorvidas dessa noção de emergência entre a vivência litúrgica numa Igreja “fechada”. 

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Publicado

2021-12-17