PARA “ATAR AS DUAS PONTAS DA VIDA”: A BUSCA DA CONVIVÊNCIA POÉTICA DA ALMA E DO CORPO POR BENTO SANTIAGO EM DOM CASMURRO

Autores

  • Miriam Piedade Mansur Andrade

Palavras-chave:

Alma. Corpo. Vivente. Lacuna. Bento Santiago

Resumo

Na criação bíblica, o homem é feito como “alma vivente”: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn. 2:7). Na fenomenologia de Merleau-Ponty, o homem é a expressão da sua corporeidade, ele é o próprio “corpo vivente”: “[...] não tenho um corpo, mas sim, eu sou corpo; [...] é a partir do corpo próprio, do corpo vivido, que posso estar no mundo em relação com os outros e com as coisas” (1994, p. 35). Nas noções acerca da formação do homem como “alma vivente” e da relação do homem com o mundo como “corpo vivente”, o objetivo dessa comunicação é analisar a figuração do personagem lacunar de Machado de Assis do romance Dom Casmurro, Bento Santiago, e como a sua caracterização convida a uma reflexão sobre o corpo no tempo presente, como aquele que busca a convivência poética com sua alma.

Biografia do Autor

Miriam Piedade Mansur Andrade

Doutora em Estudos Literários - Bolsista Pós-Doutorado - PNPD/CAPES

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Publicado

2017-10-09