A inventio de uma ontologia trinitária em Nicéia e nos primeiros concílios ecuménicos
DOI:
https://doi.org/10.20911/21768757v57n3e06066/2025Resumo
O artigo explora a inventio de uma ontologia trinitária por parte dos Padres da Igreja, com especial atenção ao Concílio de Niceia de 325 e aos concílios ecumênicos subsequentes. Essa ontologia trinitária, profundamente enraizada na Revelação Cristã, permitiu superar as aporias da metafísica clássica, em particular no que diz respeito à relação entre o ser divino e o mundo criado, e à natureza da própria relação. Na passagem dos apologistas a Orígenes, através da subsequente crise ariana e da releitura de Atanásio pelos Capadócios, mostra-se a passagem da posição de Ário, para quem o Logos era uma mera criatura cuja existência seria funcional à relação entre substâncias distintas, Deus e o mundo, à introdução de um novo princípio de individuação baseado na relação e delineando uma nova ontologia, adverbial e preposicional, porque relacional.
Palavras-chave: Ontologia trinitária. Padres da Igreja. Concílios. Ontologia relacional
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