2º Congresso Brasileiro de Teologia Pastoral
A Sinodalidade no processo pastoral da Igreja no Brasil



[...] “ O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milénio” [1] . Este itinerário, que se insere no sulco da “atualização” da Igreja, proposta pelo Concílio Vaticano II, constitui um dom e uma tarefa: caminhando lado a lado e refletindo em conjunto sobre o caminho percorrido, com o que for experimentando, a Igreja poderá aprender quais são os processos que a podem ajudar a viver a comunhão, a realizar a participação e a abrir-se à missão. Com efeito, o nosso “caminhar juntos” é o que mais implementa e manifesta a natureza da Igreja como Povo de Deus peregrino e missionário (S. SÍNODO DOS BISPOS. Para um Igreja sinodal: comunhão, participação e missão, 2021, n. 1).

O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium (LG), fez a Igreja redescobrir-se como mistério e sacramento de salvação, ícone da Santíssima Trindade, cuja expressão são as imagens da Igreja “Povo de Deus”, “Corpo de Cristo” e “Templo do Espírito santo”. Todos os que dela fazem parte gozam de uma mesma dignidade, dada pelo batismo, que faz com que cada fiel participe do tríplice múnus do Cristo Sacerdote, Profeta e Rei. Sua dimensão hierárquica, mais que tornar os ministros ordenados melhores que os demais fieis, é compreendida pelo Concílio como serviço para o conjunto do povo santo de Deus, de modo que não é o sacramento da ordem que define o que é a Igreja, mas o sacramento do batismo. Nesse sentido, como tão bem expressou a LG, n. 12, a totalidade dos fiéis “não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade particular manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé do Povo todo quando este, “desde os bispos até ao último dos fiéis leigos”, manifesta o “consenso universal em matéria de fé e de moral”.

Apesar de ter fecundado o conjunto dos fiéis no pós-Concílio, essa redescoberta de que a Igreja é o conjunto de todo o “povo santo de Deus” e não apenas de sua hierarquia, precisa ser continuamente revisitada, aprofundada e reapropriada por cada geração, pois a tendência a identificar a Igreja apenas com os ministros ordenados ou com os que estão mais próximos deles é recorrente, realimentando o clericalismo e o tornando uma verdadeira enfermidade não só entre os que receberam o sacramento da ordem, mas também entre os demais fiéis. O papa Francisco tem reiteradamente denunciado o “excessivo clericalismo” (EG 102) e a “tentação” do clericalismo (CV 98). Segundo ele, é o mesmo “santo Povo de Deus que nos libertará da praga do clericalismo”, que é o terreno fértil das “abominações” de todos os abusos (CV 102).

Dentre os desdobramentos dessa redescoberta da Igreja como Povo de Deus, é digna de nota a criação, por Paulo VI, em 1965, da Instituição do Sínodo dos Bispos, como órgão de escuta colegiada do conjunto dos bispos católicos ao redor de temas de interesse da Igreja em nível universal. As Conferências Episcopais nacionais e continentais também contribuíram para que a situação local fosse cada vez mais levada em conta na dinâmica da evangelização e da missão. Outra iniciativa de grande importância, embora vivida de modo diversificado nos diferentes contextos, foi a da realização de sínodos diocesanos ou nacionais, dos quais participavam não somente os bispos, padres e diáconos, mas também grande número de fiéis. Uma variante dessa prática, as assembleias diocesanas, embora sem o caráter formal dos sínodos, também ajudaram a promover a participação de todas as forças vivas de determinadas Igrejas diocesanas nos processos de escuta, avaliação e definição das principais orientações pastorais de igrejas locais.

Desde que assumiu o pontificado, o papa Francisco tem promovido práticas que ajudam a expandir a compreensão de sinodalidade na Igreja. Nos sínodos que convocou e dirigiu, tem previsto sempre um momento de escuta, através de questionários a serem respondidos pelos fiéis das diferentes igrejas locais. Para o sínodo de 2023, que tem como tema “Para um Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, o Papa inovou de modo ainda mais radical, solicitando que todas as dioceses, todos os episcopados nacionais e continentais realizem um amplo processo de escuta sobre como se entende e se vive a sinodalidade nas dinâmicas eclesiais.

Na América Latina e Caribe, as Conferências do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) – Medellín, em 1968; Puebla, em 1979; Santo Domingo, em 1992; Aparecida, em 2007 – introduziram uma dinâmica sinodal importante, que reconfigurou profundamente a presença do catolicismo no continente, dando-lhe um perfil característico, com experiências inovadoras, em termos de sinodalidade. As mais recentes dessas experiências são a criação da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), em 2020, aprovada em 2021, e a realização da Assembleia Eclesial (AE), ocorrida entre os dias 21-28 de novembro de 2021, em Guadalupe, de forma híbrida, que contou com a participação todos os seguimentos eclesiais.

O Brasil também conheceu, no período que se seguiu ao fim do Concílio, experiências muito ricas de sinodalidade, tanto em nível diocesano, através das assembleias e dos sínodos, que reuniam representantes de todas as representações do povo de Deus, quanto em nível nacional, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que comemora 70 anos em 2022, as iniciativas de organismos diversos, como os Encontros Intereclesiais das CEBs, os Planejamentos Participativos, as Assembleias dos Organismos do Povo de Deus, entre outras.

O 2º Congresso Brasileiro de Teologia Pastoral, proposto para os dias 2-5 de maio de 2022, mês que coincide com os 15 anos da realização da conferência de Aparecida (13-30/05/2007), terá como tema “ A Sinodalidade no processo pastoral da Igreja no Brasil”. O evento pretende, dessa forma, inserir-se nos debates importantes abertos pela AE, colocando-se como um fórum de discussões das questões levantadas na Igreja católica brasileira pelo processo sinodal de 2023, convocado ao redor do tema: Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.

O Congresso

Objetivo Geral

Oferecer, a teólogos e teólogas, a estudantes de teologia e de áreas afins, a pastoralistas e lideranças eclesiais, uma oportunidade de aprofundamento do significado da sinodalidade para a dinâmica eclesial da Igreja católica no Brasil, resgatando e valorizando as práticas sinodais que nela surgiram no período pós-conciliar, descobrindo os novos desafios para a sinodalidade no país e apontando pistas que contribuam para a vivência da comunhão, participação e missão.

Objetivos específicos

1. Refletir sobre a sinodalidade à luz da história da Igreja, da retomada desta importante definição antiga do ser da Igreja pelo Concílio Vaticano II e de sua releitura pelo papa Francisco;

2. Reler a história das experiências sinodais na Igreja católica do Brasil, sobretudo no período pós-conciliar, no ano em que se comemora o 70º aniversário de criação da CNBB e os 15 anos de Aparecida, mostrando os aprendizados, impasses e desafios que essas experiências legaram para o conjunto da vida eclesial nacional, e as tarefas que se descortinam no momento presente;

3. Propor um primeiro balanço da experiência de sinodalidade vivida na AE, apontando seus aprendizados e limites, e indicando as questões e perspectivas que levantam ao processo sinodal;

4. Debruçar-se sobre um dos maiores obstáculos à sinodalidade na Igreja do Brasil hoje, o clericalismo, trazendo para o debate as recentes pesquisas sobre o perfil no novo clero do país;

5. Refletir sobre as questões levantadas pela presença e participação das mulheres numa Igreja sinodal, apontando pistas que ajudem a repensar de outro modo seu acesso aos ministérios e às decisões que impactam o conjunto da vida e das práticas das comunidades eclesiais católicas;

6. Oferecer pistas para fazer avançar a reflexão sobre os ministérios laicais numa igreja sinodal;

7. Trazer para a discussão os questionamentos levantados pelas estruturas participativas na Igreja e os limites impostos pelo atual Código de Direito Canônico, em vista de sua reformulação;

8. Contribuir na avaliação dos atuais processos de formação teológico-pastoral e espiritual de leigos e leigas, religiosos e religiosas, seminaristas, perguntando-se até que ponto formam na perspectiva de uma Igreja sinodal, que de fato caminha rumo à comunhão, participação e missão.

Metodologia

O Congresso acontecerá no formato virtual, através dos canais YouTube das instituições organizadoras e da Plataforma Teams da FAJE. A dinâmica prevê conferências à noite, que darão luz para a reflexão, no período da tarde, continuada em painéis, seminários temáticos, comunicações de pesquisas em curso nas instituições acadêmicas de ensino de teologia no país.

Programação

Dia 02/05/2022: Canal YouTube FAJE

19h30: Conferência de Abertura

O Vaticano II e a experiência sinodal na Igreja do Brasil / NEY DE SOUZA (PUC SP)

Ementa : Revisitar o processo de recepção do Concílio Vaticano II em termos de sua contribuição para a criação de experiências de sinodalidade na Igreja do Brasil, apontando os avanços, impasses e limites dessas experiências e as novas tarefas para que, de fato, outras formas de sinodalidade possam emergir no atual momento da história da humanidade e do país.

Dia 03/05/2022

14hs às 15h30: Painéis simultâneos / Canal YouTube ISTA, Centro Loyola, PUC Minas, FAJE

Painel 1. Experiências sinodais da Igreja do Brasil à Luz do 70 anos da CNBB / MARILZA SHUINA (Intereclesiais das CEBs – Coordenação Nacional das CEBs, Cuiabá, MT / LAUDELINO DOS SANTOS AZEVEDO (Assembleia dos Organismos do Povo de Deus, Assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, Itajubá, MG / MANOEL JOSÉ DE GODOY (Planejamento Participativo – Teólogo pastoralista da FAJE, Belo Horizonte, MG)

Ementa: A Igreja católica do Brasil experimentou, sobretudo depois do Concílio Vaticano II, diversos processos sinodais, muitos deles fortemente apoiados pela CNBB, cujos 70 anos são comemorados em 2022. Merecem destaque as Comunidades Eclesiais de Base CEBs), a Assembleia dos Organismos do Povo de Deus (AOPD) e o Planejamento Pastoral Participativo (PPP). São experiências que iluminam o caminho rumo a uma Igreja verdadeiramente sinodal.

Painel 2. Obstáculos à sinodalidade: o clericalismo e o novo clero no Brasil / ANDRÉA DAMACENA MARTINS (Doutora em Ciências Sociais, Assessora e Pesquisadora da ONG MARA: Roterdã e Haia, Holanda) / JOÃO DÉCIO PASSOS (teólogo, PUC SP)

Ementa: Teólogas e teólogos, assim como pastoralistas, destacam a centralidade da criação de estruturas participativas nas igrejas particulares para que a sinodalidade não seja somente uma “boa intenção”, mas se torne uma realidade. Contudo, essas estruturas não chegam a se concretizar pela concentração do poder de decisão nas mãos de clérigos; o clericalismo se mostra como grande empecilho para a gestação de uma Igreja sinodal. Como vencer esse obstáculo? O desafio se torna ainda mais urgente tendo em vista o perfil no novo clero no Brasil que, infelizmente, volta a se refugiar em uma Igreja hierárquica, doutrinária e moralista.

16hs às 17h30 - Painéis simultâneos / Canal YouTube ISTA, Centro Loyola, PUC Minas, FAJE

Painel 3. A mulher e a sinodalidade na Igreja / ALZIRINHA ROCHA DE SOUSA (ITESP e PUC-Minas) / EURIDES ALVES DE OLIVEIRA (CRB, CNBB, CEBs)

Ementa: Ninguém pode negar a presença feminina nas comunidades eclesiais; não só nas assembleias litúrgicas, mas nos conselhos comunitários e nas diversas iniciativas eclesiais, elas são a maioria. Entretanto, às mulheres é vetada a possibilidade do ministério da presidência e, consequentemente, o poder de decisão. Superar o patriarcado dentro das estruturas eclesiais de poder é tarefa fundamental para se alcançar a sinodalidade. As experiências, principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base e nos movimentos sociais, indicam pistas para essa superação.

4. Os ministérios leigos em uma Igreja sinodal / MARIA DE LOURDES ZAVARES (Rede Celebra) / MARIA INÊS DE CASTRO MILLEN (Teologia moral, ABTM) / DANIEL SEIDEL (Comissão Brasileira de Justiça e Paz)

Ementa: Na Igreja da “comunhão, participação e missão”, a divisão entre fiéis leigas e leigos e fiéis ordenados desaparece. O ministério daquelas e daqueles é tão fundamental como o ministério destes. Resgatar a noção de ministério e ampliar seu horizonte, para que sua compreensão não se restrinja só aos ministérios ordenados, é um repto para a Igreja do Terceiro Milênio. A pluralidade e a diversidade dos ministérios leigos são riqueza em uma Igreja sinodal.

19h30: Conferência 2 – Canal YouTube FAJE

Francisco e a sinodalidade / FRANCISCO AQUINO JÚNIOR (Universidade Católica de Pernambuco [UNICAP] e FACASC [Faculdade Católica de Fortaleza])

Ementa : O papa Francisco não só tem falado sobre sinodalidade, apontando os grandes desafios desta maneira de ser Igreja no momento presente, mas também tem implementado uma forma de governo com várias iniciativas sinodais: ampliação do lugar das mulheres e dos leigos e leigas nos vários organismos do Vaticano, implementação de processos de escuta nos períodos de preparação dos Sínodos que convocou e dirigiu, numa clara demonstração de uma nova figura de Igreja a ser buscada e construída no atual contexto da humanidade e do cristianismo.

Dia 04/05/2021

Seminários Simultâneos

14hs às 16hs: Plataforma Teams FAJE

1. A história da sinodalidade / LUIZ ANTÔNIO PINHEIRO (FAJE)

Ementa: Ainda que seu uso mais frequente seja recente, a sinodalidade não é uma invenção dos últimos anos. Trata-se da realidade e prática eclesiais presentes no Novo Testamento e nos anos pré-nicenos, sendo uma instituição permanente nas igrejas orientais. Resgatar a história da sinodalidade será de grande ajuda para discernir qual é o caminho que a Igreja deverá seguir para que a participação de todas as batizadas e todos os batizados seja mais plena e efetiva hoje.

2. As estruturas participativas e o Código do Direito Canônico / JOSÉ CARLOS LINHARES PONTES (Academia Afonsiana, Roma ) / ALBERTO MONTE ALEGRE (Universidade católica de Salvador [UCSAL], BA)

Ementa: Não são poucos os pastoralistas que se sentem incomodados com a expressão “Código de Direito Canônico”; isso se deve, talvez, à leitura legalista que dele é feita por quem tem autoridade na Igreja e ao esquecimento do contexto de seu surgimento: a Eclesiologia da Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II. Quais são as alternativas que o Código do Direito Canônico de 1983 – mais precisamente seu livro segundo, sobre as pessoas e as estruturas dentro da Igreja – apresenta para a criação de estruturas sinodais?

3. A sinodalidade em outras igrejas cristãs / CLEUSA CALDEIRA (Igreja Presbiteriana Independente, FAJE) / MARCOS JAIR EBELING (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil [IECLEB])

Ementa: A compreensão horizontal dos ministérios significa, sem sombra de dúvidas, um avanço para a caminhada sinodal em diversas igrejas cristãs baseadas na compreensão de igualdade dada pelo sacerdócio universal dos fiéis. Na busca pela maior participação efetiva de todos os membros nas comunidades católicas, o diálogo com as irmãs e os irmãos de outras denominações será de grande ajuda, podendo se transformar em espaço efetivo de Ecumenismo.

16hs às 17h30: Plataforma Teams FAJE

4. A Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe / MAURICIO LÓPEZ (CELAM)

Ementa: Evento ímpar, realizado em novembro de 2021, a primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe desponta no horizonte como sinal concreto de como exercer a sinodalidade não só nas comunidades, paróquias ou até mesmo dioceses, mas em uma grande porção da Igreja Universal. Reconhece-se, não obstante, vários limites na realização do evento como tal. Porém, o que aconteceu junto ao Santuário Nacional de Guadalupe, na Cidade do México, desafia todo o Povo de Deus: como dar, às leigas e aos leigos, espaços de discernimento e decisão? Como integrar as mulheres, os povos originários, os negros e tantas expressões diversas do “santo povo de Deus”, sobretudo empobrecidos, no caminho de uma Igreja sinodal?

5. Desafios para uma formação sinodal na Igreja / LUCIMARA TREVIZAN (Centro Loyola, BH) / CARLOS VIANA (Faculdade Católica do Mato Grosso [FACC-MT])

Ementa: Falar em uma Igreja sinodal pode se converter em mera declaração de “boas intenções”. Porém, a realidade permanecerá a mesma se não houver um claro investimento na formação das fiéis leigas e dos fiéis leigos, assim como uma profunda revisão dos processos formativos dos jovens que se preparam para o ministério ordenado, tanto do clero religioso quanto diocesano, e também do conjunto das lideranças leigas. Qual deve ser o itinerário da formação em uma Igreja sinodal? Como investir força e recursos nesse novo itinerário?

19h30: Conferência 3 – Canal YouTube FAJE /

Assembleia Eclesial: por uma Igreja em saída para as periferias / IR MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO (Presidente CRB Nacional)

Ementa : A Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, com todos os limites de metodologia e do formato a partir do qual foi organizada e realizada, é, sem dúvida, uma experiência única no conjunto da Igreja Católica, abrindo caminhos para novas formas de participação do conjunto do povo de Deus nos discernimentos sobre os desafios e opções pastorais a serem implementados nas Igrejas locais, continentais e, por que não, na Igreja universal. Mais que aos processos de sua organização e realização, é importante perceber o horizonte ou os rumos que aponta: a Igreja em saída para as periferias existenciais e geográficas.

Dia 05/05/2022

14-18hs: Apresentação de Comunicações

19h30: Roda de Conversa de Encerramento: Canal YouTube FAJE

70 anos da CNBB, 50 anos do CIMI e 15 anos de Aparecida: balanços, desafios e perspectivas / DOM MAURO MORELI (Bispo emérito de Duque de Caxias, RJ); PAULO SUESS (CIMI); MARIA SOARES CAMARGO (Assistente Social Missionária); DOM DIMA LARA BARBOSA (Arcebispo de Campo Grande, MS)

Ementa Algumas comemorações eclesiais importantes acontecem em 2022: os 70 anos de criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organismo decisivo na recepção da perspectiva sinodal do Concílio Vaticano II no país; os 50 anos de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismo importante de serviço à causa dos povos originários no âmbito nacional; os 15 anos da realização da Vª Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), evento desencadeador de uma nova dinâmica na compreensão da evangelização no continente e que tem fecundado o conjunto da Igreja, através do pontificado do Papa Francisco, cujo papel foi fundamental em Aparecida. A Roda de Conversa, à luz do tema da sinodalidade, indicará, por um lado, em termos de balanço, os aprendizados que essas comemorações evocam, e, por outro, os novos desafios que deverão enfrentar e as perspectivas que parecem de descortinar para uma vivência eclesial mais sinodal.

Organização

Local de Realização

Ambiente Virtual disponibilizado pela TI da FAJE e das instituições copromotoras

Instituições Promotoras

Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) – Belo Horizonte, MG

PUC Minas - Instituto Dom João Resende Costa de Filosofia e Teologia – Belo Horizonte, MG

Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) – Belo Horizonte, MG

Centro Loyola de Fé e Cultura – Belo Horizonte, MG

Faculdade Católica de Feira de Santana – Feira de Santana, BA

Faculdade Católica de Fortaleza FACAF) – Fortaleza, CE

Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC) – Santa Catarina, SC

Faculdade Católica de Mato Grosso (FACC-MT) – Cuiabá, MT

Faculdade Diocesana São José (FADISI) – Rio Branco, AC

Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP) – São Paulo, SP

Instituto de Teologia do Seminário Maior São José – Mariana, MG

Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí (ICESPI) – Teresina, PI

PUC Rio – Departamento de Teologia – Rio de Janeiro, RJ

PUC Paraná (Teologia de Curitiba e Londrina, PR) – Londrina, PR

PUC São Paulo (Faculdade de Teologia) – São Paulo, SP

PUC Rio Grande do Sul (Departamento de Teologia) – Porto Alegre, RS

PUC Campinas (Teologia) – Campinas, SP

Universidade Católica de Salvador (UCSAL) – Salvador, BA

Instituições Apoiadoras

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB)

Arquidiocese de Belo Horizonte

Comissão Organizadora

Abimar Oliveira de Moraes (PUC Rio – Rio de Janeiro, RJ)

Antônio Ronaldo Vieira Nogueira (FACAF – Fortaleza, CE)

Clodomiro Silva (ICESPI – Teresina, PI)

Edelcio Ottaviani (PUC-SP – São Paulo, SP)

Edward Guimarães (PUC-Minas, Belo Horizonte, MG)

Felipe Magalhães Francisco (FAJE, Belo Horizonte, MG)

Francisco Aquino Júnior (UNICAP – Recife, PE / FACAF, Fortaleza, CE)

Francisco das Chagas de Albuquerque (FAJE – Belo Horizonte, MG)

Geraldo Buzani (Instituto de Teologia do Seminário Maior São José, Mariana, MG)

Geraldo Luiz De Mori (FAJE – Belo Horizonte, MG)

Edson Sestari / Orivaldo Egídio da Silva (FACC-MT, Cuiabá, MT)

José Cristiano Bento dos Santos (PUC Paraná – Londrina, PR)

Júlio César Santa Bárbara (Faculdade Católica de Feira de Santana – Feira de Santana, BA)

Lucimara Trevizan (Centro Loyola – Belo Horizonte, BH)

Manoel Filho (UCSAL – Salvador, BA)

Manoel José de Godoy (FAJE, Belo Horizonte, MG)

Matheus da Silva Bernardes (PUC-Campinas – Campinas, MG)

Paulo Sérgio Carrara (ITESP – São Paulo, SP)

Tiago de Fraga Gomes (PUC RS – Porto Alegre, RS)

Valdete Guimarães (FADISI – Rio Branco, AC)

Vitor Gaudino Feller (FACASC – Florianópolis, SC)

Werbert Cirilo Gonçalves (ISTA – Belo Horizonte, MG)

Comissão Científica

Wellington da Silva de Barros (ITESP)

Rita Maria Gomes (UNICAP)

André Luiz Boccato de Almeida (PUC SP)

Francilaide Ronsi (PUC Rio)

Ivenise Teresinha G. Santinon (PUC Campinas)

Carlos André da Cruz Leandro (UCSAL)

Carlos André da Cruz Leandro (UCSAL)

Manoel Monte da Costa (FADISI)

Francisco das Chagas de Albuquerque (FAJE)

Cristiano Batista (ICESPI)

Patrícia Prado (ISTA)

Eduardo Batista (Doutorando PUC Rio)

Jorge Gomes Gray (Curso de Teologia para leigos de Montes Claros)

Realização

Grupo de Pesquisa Teologia e Pastoral

Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia

PUC Minas

Instituto Santo Tomás de Aquino

Centro Loyola de Fé e Cultura

Inscrições

Gratuito sem certificação.

R$ 15,00 para alunos das instituições promotoras do Congresso.

R$ 25,00 para demais participantes, com certificação.

Participação geral

De 15/02/2022 a 15/04/2022

Gratuita para quem não quer receber certificado

R$ 25,00 para certificado de participação no conjunto do evento

Participação com comunicações

De 15/02/2022 a 15/04/2022

Graduandos: R$ 35,00

Especialistas: R$ 45,00

Mestrandos: R$ 55,00

Mestres: R$ 55,00

Doutorandos: R$ 60,00

Doutores: R$ 70,00

Critérios para envio do resumo e texto completo

RESUMO

ENVIO DOS RESUMOS ATÉ DIA 15/04/2022

Formato dos resumos das comunicações

Os resumos deverão conter entre 150 e 200 palavras, apresentando com clareza e concisão: o tema do trabalho; os objetivos; a metodologia utilizada; as conclusões.

Fonte estilo Times New Roman, tamanho 12. O editor de texto deverá ser o Microsoft Word ou compatível.

A estrutura do Resumo de ser a seguinte:

- título da comunicação;

- nome(s) do(s) proponente(s);

- maior titulação do(s) proponente(s);

- instituição de origem;

- a instituição financiadora da pesquisa desenvolvida (se houver);

- resumo;

- palavras-chave: entre 3 e 5 palavras, separadas por ponto.

O arquivo deverá ser enviado pelo e-mail: secccaeu@faje.asav.org.br

Deverão ser observados os seguintes critérios para o envio de propostas de comunicações:

1. A Comunicação inscrita deve ser de autoria do (s) proponente (s), original e inédita (não foi apresentada em outro evento);

2. A orientação de uma Comunicação (resumo e texto final), entre professor e aluno, não caracteriza coautoria. Para que esta ocorra os proponentes deverão ser efetivamente autores;

3. As Comunicações em coautoria que não tiverem, na apresentação, a presença e a participação dos autores serão canceladas;

4. É vedada a apresentação de mais de uma comunicação pelo mesmo proponente;

5. Os resumos deverão vir corrigidos e erros comuns desclassificarão a proposta apresentada;

6. O resultado da aprovação do resumo será no dia 22/04/2016. Os textos completos serão publicados nos Anais do Colóquio após aprovação da comissão organizadora.

8. A Coordenação do Congresso se reserva o direito de não publicar os textos completos que não estivem de acordo com as normas definidas de publicação e/ou tenham qualidade teórica, analítica ou metodológica considerada insatisfatória.

TEXTO COMPLETO

Formato dos textos completos para publicação nos Anais do Colóquio

1. ENVIO DO TEXTO COMPLETO ATÉ DIA 31/07/2022. NÃO SERÁ PRORROGADO O PRAZO.

2. Números de páginas: até 12, incluindo as referências.

3. O texto deve ter a seguinte estrutura:

- título da comunicação - Fonte: Times new roman, tamanho 14, centralizado.

- nome do (s) autor (es): itálico, fonte Times, tamanho 12, recuado à direita, com (nota de rodapé com asterisco (*), na primeira página, contendo: maior titulação do autor, filiação institucional, instituição financiadora da pesquisa (se houver) e e-mail.

- resumo (segundo padrão do resumo submetido e aprovado).

- palavras-chave (entre 3 e 5).

- Introdução

- Corpo do texto (com as diversas partes do artigo, como tópicos numerados: 1, 1.1, 2., 2.1...)

- Conclusão

- Referências

4. Formatação:

- A4, margens (superior e esquerda 3 cm e inferior e direita 2 cm);

- fonte: Times New Roman, Tamanho: 12;

- espaço entre linhas 1,5;

- parágrafo com recuo de 1,25 cm;

- editor de texto Microsoft Word ou compatível.

- tópicos numerados e subtítulos: Times, tamanho 12

- As citações deverão ser feitas no corpo do texto da seguinte forma: (SOBRENOME, ano, página = LIBANIO, 2011, p. 15) ou Sobrenome (ano, página) = Libanio (2011, p. 15).

- as citações com mais de três linhas, sem aspas, terão recuo a 4 cm, tamanho 10, espaço simples.

- as referências (não usar bibliográficas ou bibliografia), ao final do texto, em ordem alfabética, deverão obedecer ao seguinte padrão:

- Livro:

SOBRENOME, Nome. Título da obra. Cidade: Editora, ano.

- Capítulos de livro:

SOBRENOME, Nome. Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome. Título da obra. Cidade: Editora, ano. páginas xx-yy.

- Artigo:

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título da revista, Cidade, v. (volume), n. (número), p. (página) páginas (x-y), (mês e) ano.

- Documentos eletrônicos:

SOBRENOME, Nome. Título do texto. Disponível em: . Acesso em: dia mês (abreviado em três letras = mar.), ano.



[1] FRANCISCO. Discurso na Comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos (17/10/2015).