Grupos Temáticos
  

1) Participação juvenil: movimentos sociais e ações coletivas

Coordenação: Maurício Perondi e Patricia Machado Vieira – Observatório Juventudes PUCRS

Receberá trabalhos que discutam o jovem como ator político, formas de  mobilização e participação social de jovens; politização juvenil e organização de protestos em sites de redes sociais; novas formas de reivindicação e defesa de direitos de jovens; participação de jovens em partidos, movimentos sociais, associações, grêmios estudantis e outros espaços de ação coletiva; organizações do movimento estudantil; atuação juvenil e novas formas de participação política;  movimentos de ocupação das escolas e universidades.

 

2) Juventudes e religiosidade

Coordenação: Flávio Munhoz Sofiati (UFG) e Carmem Lúcia Teixeira (Centro de Formação, assessoria e pesquisa em juventude CAJUEIRO)

Na perspectiva de pensar a realidade social da juventude e em confluência com o tema central deste II Simpósio, a proposta deste Grupo de Trabalho é pensar as diferentes possibilidades das ações coletivas juvenis no contexto da religião, ou de forma mais aberta, da religiosidade. Vislumbra-se criar um espaço coletivo de debate que seja capaz de colaborar com a compreensão do papel da juventude no processo de transformação do mercado de bens de salvação, principalmente no que tanque a questão da desinstitucionalização, trânsito e múltiplas pertenças. Objetiva-se também compreender os elementos fundamentais do universo religioso que têm influenciado as práticas juvenis no cenário contemporâneo. Assim, o GT espera receber pesquisas que envolvam essas temáticas e que colaborem com o avanço dos estudos acerca da juventude e religiosidade em nosso país.

 

3) Juventudes Rurais: ações coletivas e movimentos juvenis no campo

Coordenação: Prof. Dr. Nilson Weisheimer (UFRB) e Prof.a Dra.  Maria Inês Caetano Ferreira (UFRB)

Entendendo as juventudes rurais como uma representação de um conjunto  diferenciado de jovens do campo, das florestas e das águas, que vivem experiências de socialização distintas, porém, que compartilham o fato de terem que buscar por autonomia e construírem suas identidades sociais inseridos em processos sociais agrários. Esses processos se caracterizam pelo desenvolvimento do capitalismo na agricultura, a territorialização do capital e concentração fundiária. Disso emergem contradições e conflitos que opõe o trabalho familiar à impérios agroalimentares. Entre os efeitos visíveis desse processo está a migração rural - urbana  predominante de jovens que não conseguem permanecer na pesca, na pecuária, no extrativismo ou na agricultura familiar. Nesse contexto surgem formas de resistência dos jovens, muitas delas como formas de ações coletivas, práticas organizativas e experiências associativas diversas, que se apresentam como espaço de engajamento e de socialização política dos jovens, que dão formas aos movimentos juvenis no campo, os quais se expressam nas lutas políticas por direitos como ao reconhecimento, a educação do campo, o acesso a terra, a inclusão produtiva, a preservação ambiental, a sucessão geracional e etc. Esse grupo de trabalho se propõe a reunir estudos, pesquisas e relatos sobre essas experiências.

 

4) Juventude, direitos e políticas públicas

Coordenação: Prof. Dr. Saulo Geber (PUC/PR) e Prof. Dr. Rodrigo de Andrade (PUC/PR)

No Brasil e na América Latina, as últimas décadas marcaram o advento das juventudes como pauta na arena pública. Entre avanços e limitações, esta situação favoreceu uma série de debates e iniciativas em torno da defesa de direitos e promoção de políticas públicas com foco no público jovem. Diante deste cenário, o presente GT busca promover a reflexão e o diálogo a partir de pesquisas que abordem temáticas relacionadas à defesa e garantia de direitos da juventude e à criação, monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas a esta população. 

 

5) Juventude, cultura e comunicação

Coordenação: Rosane Castilho (UEG)

Modos de vida, práticas cotidianas e significados compartilhados pela via do pertencimento a espaços/territórios (re) configurados. Crenças, saberes, costumes e valores de jovens em uma dada configuração espacial.  Os discursos, as ideologias e os valores juvenis veiculados em redes de comunicação. As linguagens, seus usos particulares e as vias de comunicação como ferramenta de subjetivação e sociabilidade dos jovens.

 

6) Juventude e processos educativos

Coordenação: Juliana Batista dos Reis (UFMG) Symaira Nonato (UFMG)

Esse grupo de trabalho se propõe analisar as relações dos/as jovens com variados processos e dinâmicas educativas escolares. Assim, o grupo de trabalho acolherá pesquisas que compreendam os jovens como sujeitos educativos, os diferentes modos de ser jovem e aluno/a, a participação juvenil na escola, os grêmios estudantis, os movimentos de ocupação de secundaristas, relações com o conhecimento, bem como as múltiplas dinâmicas socializadoras e de sociabilidade no universo escolar. 

 

7) Juventude e marcadores sociais da diferença: gênero e raça

Coordenação: Rezende Bruno Avelar (UEG)

Este GT objetiva reunir trabalhos que discutam representações, produções discursivas e investigações a respeito das corporalidades, identidades e subjetividades contemporâneas, tendo como eixo analítico os modos pelos quais distintos marcadores sociais da diferença (gênero, sexualidade, raça, etnia, idade, escolaridade, entre outros) interseccionam-se. O GT acolherá também propostas de comunicação que tem por finalidade discutir aspectos teóricos-metodológicos sobre processos sociais em que diferenças são tratadas como desigualdades, limitando o exercício da cidadania. Tais estudos poderão se reportar ao âmbito dos sistemas religiosos, dos movimentos sociais, da mídia, do mundo virtual, do legislativo, do judiciário, das políticas públicas, das manifestações artístico-culturais e outros.

 

8) Juventude, violência e conflitos

Coordenação: Felipe Freitas (UNB) e Hildete Nogueira (Ação Social Arquidiocesana de Salvador)

Este grupo de trabalho debaterá pesquisas que tenham como objeto as interfaces entre juventude, poder, desigualdades, violências e conflitos, sublinhando estudos sobre violência policial contra jovens, encarceramento juvenil, perfil, dinâmicas e modos de ocorrência das mortes violentas de jovens negros, bem como estudos sobre trajetórias de vida, organizações de resistência à violência contra juventude e estudos sobre identidade, empoderamento e protagonismo. Neste sentido, será enfatizados os debates que trabalhem teoricamente com as noções de racismo institucional, genocídio, sexismo, heteronormatividade e diversidade sexual. O objetivo da discussão é colaborar com a leitura interdisciplinar acerca dos fenômenos da violência, em especial da violência de natureza institucional, e oferecer novas possibilidades metodológicas para abordagem da temática nos campos das ciências humanas e sociais.

 
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